quinta-feira, 26 de março de 2009

REBENTO
Os papais Henrik e Brisa avisam que a fadinha Hannah ganhou um irmãozinho. Nasceu Erik, o novo "rei dos vikings".
Em 22.03.2009. Lund, Sweden.

REBENTO

Ao netinho Erik, com amor de vó.

As linhas, ascendentes, são caminhos
da vida bem traçada, a cada célula.
Teia do amor tecido fio-a-fio,
no corpo morno onde, em lugar do rio,
numa lagoa pousa uma libélula.

No oculto onde o universo fez seu ninho,
a ânima, sangrando em vaso bento,
transforma-se de gruta em bela foz.
E a dadivosa mãe, terna e veloz,
do casulo rasga a seda. Eis o rebento!


Kátia Drummond

Foto: Brisa Drummond (Sweden)

2 comentários:

della-porther disse...

Olá minha querida amiga

Estás tão perto e não consigo te ver.
Me liga: 330120092 res ou 99873939

E Parabéns a Brisa e em especial a você: mamãe duas vezes.

Que o grande Erik, divino e lindo Rei dos Vikings, impere com força, saúde e paz no mundo dos pobres mortais.

Que venha com a beleza do Sol e a serenidade da Lua, nos dar muita alegria.

Saúde, Paz e Vivas ao Clã

beijo enorme no teu coração

Emília Couto Della-Porther

Kanauã Kaluanã disse...

Hoje, pelo Dia da Ciança no Brasil, venho deixar este texto com laço de fita para a KATIA, que é avó, mãe, mas sempre menina também...

"Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada). Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se eu vou ganhar estrelinha, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira, senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando doi, choro quando não doi. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pro preço, pro laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa."

(Fernanda Mello)

Beijos desta outra menina que adora brincar e emocionar-se aqui!

Katyuscia.